Army of the Dead, zumbis na Netflix

Por Éder Pessôa

Há uma megalomania surreal na filmografia e na persona do diretor Zack Snyder. Tirando seu primeiro projeto, que foi Madrugada dos Mortos, todos os outros tinham este perfil (para o bem ou para o mal). E agora, com Army of the Dead: Invasão em Las Vegas, não foi diferente.

Assim como Sucker Punch: Mundo Surreal, este novo longa, que tem a parceria dele com a Netflix, poderia ser um curta metragem e encerrar-se em quinze minutos. Aliás, não dá para negar que Snyder tem o cacoete necessário para compor cenários e cenas grandiosas, lotadas de cores saturadas e muita ação. Mas para que um corte final de quase duas horas e meia?

Divulgação

Dave Bautista (o Drax de Guardiões da Galáxia) encabeça um elenco recheado de personagens clichês, chatos e sem personalidade. O espectador pouco se importa com o drama dele com a filha ou mesmo com o resultado final do "plano" para acessar um cassino em Las Vegas e recuperar uma grande quantia em dinheiro. 

A criação de uma espécie de sociedade dos zumbis pode até agradar, pois há diferenciações que não havíamos visto em outros filmes deste sub-gênero. Mas a abordagem se esvai em pouco tempo e nem mesmo a maquiagem dos mortos-vivos funciona (pelo menos para mim não funcionou).

Explosões, violência, um tigre zumbi, um brucutu e um grupo de mercenários 'meia-boca'. Army of the Dead: Invasão em Las Vegas nasceu como um terror (Snyder defendia isso), transformou-se numa ação desenfreada e, por fim, ficou devendo em ambas as características.

Sinopse: Um grupo de mercenários decidem se arriscar para realizar o maior assalto da história ao se aventurar numa zona em quarentena em Las Vegas, durante um apocalipse zumbi.

Nota: 5,0

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