Opinião: Em embate entre Covas e Boulos, Bolsonaro já perdeu
A capital paulista terá um segundo turno entre o tradicional PSDB de Bruno Covas, e uma esquerda renovada de Guilherme Boulos (PSOL). Nessa disputa, quem já perdeu foi o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Bolsonaro, que apostou todas as suas fichas no início da campanha em Celso Russomanno (Republicanos) quando este aparecia liderando as pesquisas de intenção de voto, viu seu recém-afilhado político derreter a tal ponto de terminar a corrida municipal quase atrás do estreante Arthur do Val "Mamãe Falei" (Patriota) e do petista-abandonado-por-Lula, Jilmar Tatto.
É claro que, em uma democracia, perder e ganhar faz parte do jogo político. A preocupação de Bolsonaro, porém, vai muito além da derrota de Russomanno. É a vitória de seus dois principais inimigos: o governador João Dória, padrinho político de Covas, e a esquerda, representada dessa vez por Boulos.
O pior dos cenários para Bolsonaro aconteceu na cidade de São Paulo. Ouso dizer que, para ele, seria até melhor que a combalida esquerda vencesse do que a direita moderada que já se mostrou forte nessas eleições. Isso, porém, o presidente jamais admitirá. E nem pode, já que se alimenta dos inimigos que cria e inventa. O problema é que, ao contrário de dois anos atrás, seus inimigos estão mais fortes. E Bolsonaro não só sabe, como teme isso. Afinal, 2022 já está chegando.
Por Danilo Pessôa


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